Marcelo Solá

Desenhos - 150 x 180 – 2012 R$ 32.000,00  (2)

Goiânia, 1971 

Seu trabalho está orientado para a nova área limítrofe do desenho, um desenho-pintura, ás vezes desenho-instalação, ou com participação de objetos, sempre como atividade ampliada, quase obsessiva,e que vem ganhando características fora do gênero. Sua obra tem ganhado a atenção da critica mais inteligente. Entre as suas numerosas exposições, destacam-se as realizadas na Funarte, Brasília, 2005; na Celma Alburquerque Galeria de Arte, Belo Horizonte, 2004 ; no Museu de Arte Contemporânea, Goiânia, e na Galeria Casa Triângulo, São Paulo, em 1999; no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, e no Centro Cultural São Paulo, São Paulo,em 1997. das exposições coletivas, destacam–se: 10+1: Os Anos Recentes da Arte Brasileira, no Instituto Tomie Othake, São Paulo, 2006 ; Novas Aquisições Coleção Gilberto Chateaubriand, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro[MAM-RIO], 2004; 25º Bienal de São Paulo, 2002, Drawing Center, Nova Iorque, 2001; Panorama da Arte Brasileira Contemporânea sobre Papel, MAM-SP, São Paulo, em 1999; e XVI Salão de Nacional de Artes Plásticas, MAM-Rio, Rio de Janeiro, 1998. em 1998, também conquistou o Prêmio Brasília de Artes Visuais, do Museu de Arte de Brasília, Brasília/DF.

Sobre o trabalho

Um desenho ampliado além das suas habituais coordenadas semânticas é o território de trabalho de Solá. Sua origem e destino. Como uma invasão de tamanho, escala suporte e espaço, a caligrafia que se torna desenho, e vice-versa, intercambia os signos gráficos e o espaço livre onde é realizado, muitas vezes em papel imenso[ quase como um cartaz ] e em estado de instalação. Toda a sua profusa atividade costuma partilhar uma indagação pessoal e contextual por todos os lados, já que, como uma sismografia invasiva e maleável, mutante e metamórfica, dialoga com lacunas, espaços vazios, representações entrecortadas, agrestes, sujas [ com um pé no grafitti de rua ], conectadas livre e quase caoticamente, como se houvesse uma heteronímia entre realidade e sujeito em contínua transição. A identidade do artista vai e vem nestes desenhos de diversos tamanhos e procedências, amalgamando-se a uma indagação estética de diário, de biografia manchada, invadida pelo que registra. Seu Caderno de Viagem de Nova York [2007], por exemplo, vive desta tensão múltipla, aberta, polifônica. Seus desenhos de grande tamanho[ sempre aliados a várias técnicas] , aqui também presentes, mantêm a mesma vertente biográfica.

Texto de Adolfo Montejo Navas para a mostra Heteronínia Brasil Museu Casa de America Madrid, Maio/Setembro 2008

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

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Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
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