José Patrício – Precisão e Acaso

Há 11 anos sem realizar uma individual em Pernambuco, o artista José Patrício vai ocupar os salões de exposição temporária do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a partir do dia 27 de julho. A exposição Precisão e Acaso tem curadoria do carioca Felipe Scovino e reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos – muitas já exibidas em feiras de arte, mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior, porém, na sua quase totalidade, inéditas no circuito artístico do Recife –, além de obras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

Nos últimos anos Patrício, vem utilizando materiais diversos, como botões, peças de quebra cabeças de plástico, dados, pregos, tachas, alfinetes, fios de eletricidade e de telefonia. São objetos simples, de pequeno valor (alguns fadados ao desaparecimento) garimpados por ele nos mais diferentes lugares, que, ressignificados em obras, terminam formando um painel rico sobre a cultura brasileira e seu dia a dia. “Trata-se da apropriação de elementos modulares encontrados na vida cotidiana. Me interessam na medida em que contribuem para compor as obras a partir da sua acumulação, deslocamento das suas funções originais e inserção no contexto da arte”, comenta o artista que completa: “O lúdico permeia toda a minha produção. Seja na escolha de materiais diretamente relacionados com os jogos, seja nas estratégias que utilizo para a criação artística”.

As suas obras realizadas nos últimos anos refletem o desenvolvimento de uma pesquisa que discute os conceitos de diferença e repetição, por meio de estruturas fixas passíveis de variação formal a partir das características dos elementos que as compõem e das inúmeras possibilidades de configuração. Scovino diz que a produção de Patrício pode ser categorizada como uma forma de pintura, que não é feita com tinta, mas com as mãos e a experiência performática e evocadora de uma sensibilidade muito própria.

Serviço:

Precisão e Acaso – José Patrício

Curadoria: Felipe Scovino

Vernissage: 27 de julho de 2017, às 19h

Visitação: 18 de julho a 24 de setembro de 2017

Museu do Estado de Pernambuco – MEPE

Endereço: Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife – PE, 52050-000

De terça a sexta, das 9h às 17h.

Sábados e domingos, das 14h às 17h

Telefone: (81) 3184-3174

 

Bruno Vilela – Animattack

A mitologia de Bruno Vilela na Amparo 60 

A partir do próximo dia 24, a Amparo 60 vai receber a exposição Animattack, do artista Bruno Vilela. A mostra, que tem curadoria de Moacir dos Anjos e é a segunda do artista na galeria, é composta por 15 desenhos e 1 pintura, inéditos no Recife, realizados pelo artista entre 2012 e 2014. Na abertura, será lançado o livro homônimo, que traz o registro de estudos e obras da série, com um texto do curador.

Esses novos trabalhos se relacionam de várias maneiras com a produção anterior do artista, seja pela técnica, o uso do pastel seco (que fica na fronteira entre o desenho e a pintura) e do papel, pelos desdobramentos dos seus estudos de anatomia perceptíveis na presença da figura humana, ou mesmo nas referências místicas, orientais e nos estudos do inconsciente no campo da psicologia e psicanálise, desenvolvidos por Bruno Vilela.

O título da exposição, Animattack, é uma palavra criada da fusão de duas outras: Anima e Attack. O artista teve como fonte a definição do termo Anima, proposta por Carl Jung, que a percebe como uma espécie de Deusa, uma metáfora para esse espírito que representa o inconsciente masculino. Através desse olhar, se resgatam as figuras da Grande Mãe,  da Feiticeira, da Bruxa, da Santa, presentes em centenas de civilizações, há milênios, nas mais diversas religiões.

Essa entidade surge como guia, como um espírito que orienta o guerreiro na floresta, ou como uma bruxa assustadora, o símbolo da mulher amada e da mãe da infância perdida. “Sempre que aparece, envolta em fumaça, como espectro, sombra, traz muito medo, pavor, pânico ao homem, que logo foge dela. É o lado selvagem, feminino, místico da alma masculina. Por isso o attack, o pânico”, explica.

Segundo ele, pânico vem de PAN, figura mítica grega que surge no caminho do homem que tenta mudar, aprofundar, cruzar o vale secreto do inconsciente. “É preciso vencer PAN e a Anima funciona como guia, como Hermes, Exu e Mercúrio. É sacerdotisa, oráculo, o primeiro ancestral, o sentido da vida”, detalha.

Nessa exposição de desenhos, os tons de turquesa, a áurea mítica, a luz espiritual, remetem ao movimento dos Orientalistas que surgiu na pintura no século XVII, através de nomes como Delacroix, Ingres e Moreux. As cores dos filmes coloridos na técnica do Technicolor, como Narciso Negro (1947), O ladrão de Bagda (1940), entre outros, são ligações estéticas de interesse para quem quiser aprofundaro entendimento dessas obras.

 

Para Bruno Vilela, a ideia central para compreender seu trabalho é mitologia pessoal. “Temos medo do desconhecido. O que é recorrente no meu trabalho é a busca pelo desconhecido, pelo aprofundamento das questões do inconsciente, os estudos das mitologias antigas dos povos, perdidas e esquecidas. É o oposto do sombrio. Sombrio é a visão de dentro da caverna, da zona de conforto. Eu quero olhar “lá fora”, longe da sombra, do sombrio. A visão do “outro lado”, das profundezas do inconsciente, guiada pela mitologia pessoal é um universo sem fim”, finaliza.

 

SERVIÇO

Abertura 24 de setembro de 2014, às 19h

Visitação de 25 de setembro a 30 de outubro de 2014.

Segunda a sexta das 9 às 19h.

Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)

Galeria Amparo 60

Av. Domingos Ferreira, 92 A

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

Ilusões do Real – Hildebrando de Castro

Dia 21 de Janeiro (segunda-feira) abre a exposição “Ilusões d0 Real”  na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, a exposição que tem curadoria da Denise Mattar, vai exibir  60 obras que vão do período de 1990 a 2012.

 

Caixa Cultural Rio de Janeiro
Galeria 3
Av Almirante Barroso, 25,Centro
Tel: (21) 3980 3815

Financial Art de Lourival Cuquinha

Esquema de Lourival Cuquinha

Acontece no próximo dia 2 (quinta-feira), às 19h a abertura da exposição Topografia Suada de Londres: Jack Pound Financial Art Project de Lourival Cuquinha com curadoria de Moacir dos Anjos no Centro Cultural Correios Recife.

A visitação acontece do dia 03 de agosto ao dia 23 de setembro, de terça a sexta, das 9h às 18h. Sábados e domingos, das 12h às 18h.

Palestra e lançamento de catálogo dia 20 de setembro às 15h

maiores informações:

Jack Pound Financial Art Project

informações e agendamento 81 3224.5739
centroculturalcorreiosrecife@corrreios.com.br

Centro Cultural Correios Recife
Av. Marques de Olinda, 262
3º. andar /sala 05/ Bairro do Recife

 

O Efeito da Frase

O Artista Cristiano Lenhardt participa da exposição “O Efeito da Frase” que abre amanhã, no Museu Murilo La Greca. A mostra questiona os modos de narração e seus reflexos na construção histórica.

Na coletiva também estão: Daniel Barroca, Deyson Gilbert & Roberto Winter, Glauber Rocha, Jimson Vilela, Telephone Colorido e Yuri Firmeza. A Curadoria é de Ana Maria Maia.

Mais informações:

Abertura: Domingo  22 de Julho, a partir das 17h, 19h: Performance

Visitação: 23 de Julho à 16 de Agosto – Terças às sextas, das 9h às 17h Sábados e Domingos 13h às 17h

 

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Um Mundo Aqui Dentro | Diego de Santos

A casa da solidão

Quando o silêncio é tão ou mais significativo que as palavras, e o gesto do artista contemplativo sobre suas questões se amplifica na obra como um eco, inundando o universo lírico do branco sincero do papel, instala-se um nervoso estágio de reparo de uma outra consciência que pousa sobre o pensamento.

Um homem transcorre este papel, apenas parte do corpo é visto, porque todo o resto se confunde com a casa, a casa solidão criada por Diego de Santos. É neste arquétipo que o artista transita, explorando todas as possibilidades para ele possíveis.

A casa nos remete para a ideia de abrigo, mas quando a casa não abriga, aprisiona? Que forma de interação com o meio o artista expressa? Aqui, a casa não é um refúgio, nem espaço de fuga. O homem teme essa casa feita de concreto e grades. Contudo, ainda se avista pela janela o azul promessa de felicidade.

Texto: Maira Ortins

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

vendas@amparo60.com.br

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco