Exposição CO(S)MIC, por Kilian Glasner

A Galeria Amparo 60 tem o prazer de convidar para a exposição CO(S)MIC, por Kilian Glasner:

Essa nova safra de obras de Kilian Glasner, reunidas em torno de “Co(s)mic”, parece flagrar um instante de sua carreira no qual detectamos a confluência de referências que lhe são caras e que surgem agora imbricadas: a cosmogonia, a estética comic e a Pop Art. Desse mistura inusitada de referências à história da arte e também à história da linguagem, percebemos tanto a ideia da expansão do universo, como a explosão da paleta de cores que foge por completo a uma mimese das cores encontradas na natureza. Seja nas luzes que transpassam suas nebulosas e nos levam para um lugar indeterminado, seja na cintilância que vibra em cores lisérgicas, seu trabalho parece começar abrir caminhos, à golpe de luz e calor, por novos limites. O figurativo, muitas vezes inspirado por fotografias, assume cada vez mais contornos de irrealidade fabular.

Eder Chiodetto

 

Abertura: 10.05 (terça-feira) das 19h às 23h.

Visitação até 08.07.2016

Horários: De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
(Sábados mediante agendamento)

Galeria Amparo 60
Av. Domingos Ferreira, 92 | Pina | Recife

Informações:
(81) 3033 6060 | vendas@amparo60.com.br

Exposição “SUTURAS” de Gilvan Barreto.

Exposição “Suturas” de Gilvan Barreto.

Curadoria: Eder Chiodetto

Vernissage: 17/09 (quinta-feira) das 19h às 23h.

Visitação até 16 de Outubro.

De segunda à sexta, das 9h às 18h.
Sábados mediante agendamento prévio

 

Suturas

Imagem-catarse: garoto segura a mão de um homem adulto ­ seu pai? que flutua feito um balão de gás. O suporte da imagem é uma espécie de pele frágil enrugada, matéria orgânica em transição acelerada. Na metáfora da flutuação, também se desdobram símbolos de transitoriedade: os ciclos da vida, a poética da passagem das gerações, laços afetivos que nos movem e comovem.

A busca de imagens complexas em simbologias e híbridas na forma como articulam suas estratégias formais tem pautado o vigoroso trabalho de Gilvan Barreto nos anos recentes. Para alcançar a legítima expressão de seus projetos, calcados em uma reflexão profunda acerca da existência e dos afetos, sua fotografia passou por um processo vertiginoso de experimentação.

Suturas traz à tona uma constelação de trabalhos que mesclam memórias da infância, histórias familiares e apontamentos sobre a origem e a vulnerabilidade do ser, nossos desterros. A fotografia, tensionada ao máximo em suas potencialidades expressivas, transborda e se amalgama com a literatura, a escultura, o desenho, a colagem e a apropriação.

Processos que levaram Gilvan Barreto a privar-se quase totalmente de fotografar, como era recorrente no início de sua carreira, deslocando-se pelo mundo para editá-lo à sua maneira. Suturas é costura interior. Fotografia dos olhos para dentro. Estado de entropia que especula sobre densos embates interiores e que, por isso mesmo, carregam códigos universais.

Entre a figura etérea do pai que flutua o sonho  e o peso do chumbo em escala desproporcional que, pela força da gravidade, faz ruir o aparentemente sólido a razão , transitam questões metafísicas sobre a nossa indeterminada predestinação que ecoam nessas imagens que perfuram e costuram a pele que teima em não cicatrizar.

Eder Chiodetto

GB

Exposição “Rede de Memórias” de Luiz Hermano.

Curadoria de Ricardo Resende.

Vernissage: 04 de Agosto (terça-feira) das 19h às 23h.

Visitação até 10 de Setembro.
De segunda à sexta, das 9h às 18h.

 

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Rede de Memórias
Luiz Hermano
A exposição Rede de Memórias, apresentada na Galeria Amparo 60, traz para o Recife um apanhado da obra do artista Luiz Hermano, cearense radicado em São Paulo há mais de 40 anos.

Não seria mais o caso começar uma apresentação como esta, pois o artista já tem, depois de tanto tempo vivendo em São Paulo, internalizado o ser paulistano acelerado no seu processo criativo. Hermano cria compulsivamente. Todos os dias tem na sua rotina desenhar e tecer suas esculturas.

Mas dou esta referência de sua origem porque não é possível dissociar suas esculturas, desenhos e instalações das suas raízes e memórias cearenses misturadas hoje com a vida em uma cidade da enormidade de São Paulo.

Para Luiz Hermano, o fazer artístico está incorporado no ser que transpira sua própria obra.

Generoso, pesquisa seu material preocupado em fazer “uma arte bonita e poética para mostrar uma beleza simples” encontrada no seu cotidiano. De quando ainda criança, recorda-se de suas experiências da vida interiorana do Ceará. De ter crescido embalado em uma rede, de ver a vida passar no mesmo abrigo dessa mesma rede. De ficar horas escutando o silêncio da casa materna. Silêncio só quebrado por uma televisão ruidosa na sala. Pelos sons vindos da cozinha. Pelos piados das galinhas no quintal.

Esta cosmologia se junta a da cidade grande na miríade de cores dos neons, no colorido das propagandas das TVs de plasma que se espalham pelas ruas, no pontilhado noturno que se forma com as luzes que vazam pelas janelas e iluminam as noites de São Paulo, desenhando os seus prédios.

O artista transmite à feitura dos seus trabalhos a sua experiência cearense e paulistana com aquela que busca nas suas viagens ao redor do mundo, conhecendo novas civilizações e o dia a dia desses lugares.

Dedica-se a apanhar representações mínimas dessas culturas, das relações sociais, nas cores, nas formas, etc. que, através do seu olhar atento, são traduzidas para a sua obra numa linguagem estética muito particular, formando uma rede de referências estéticas e culturais.

Borda com arame, fio de cobre, usa pedras coloridas, capacitores resistores, utensílios de cozinha, brinquedos e uma infinidade de coisas que pesquisa e adquire nos comércios e feiras do mundo afora. Cria suas redes com estes materiais diversos que vemos em sua obra. São rizomas visuais que exigem mais do que “ver” de quem observa, mas entender o processo minimalista ao qual se dedica, representado nas suas obras por materiais com os quais se depara na sua pesquisa, retirando-os do seu contexto de mercadorias.

A cosmologia do que o cerca, trazida da infância e da vida adulta, é o que transborda em suas esculturas e instalações vistas na Galeria Amaparo 60, que fazem parte desse mundo encantado e sensorial em que ele habita.

A sua matéria artística mais preciosa é a memória que, por suas mãos, transforma-se em uma espécie de “poeira cósmica” que se espalha pelo espaço da exposição em formas disformes, em “bordados” que brilham, em desenhos de redes ligadas pelos sonhos.

Sua obra é espaço do encantamento, de alumbramento. São essas as questões que estão em sua poética. Como em todas as suas exposições, as suas esculturas e desenhos pedem uma exploração sensorial visual e tátil de quem os observa.

Não há elementos preciosos, pobres ou desinteressantes. Tudo pode se tornar parte de suas insólitas, engraçadas e estranhas engenhocas.

Sonhar é a faculdade que está na base de toda a sua obra. Uma peça dá caminho para outra ou forma uma família de trabalhos, que também pode desencadear em outra série de esculturas. Luiz Hermano transita de um material a outro fazendo, tecendo, amarrando, amassando, ajuntando.

É o fazer artístico que nasce antes nas suas próprias mãos.

Ricardo Resende
Curador

Galeria Amparo 60
Av. Domingo Ferreira, 92 A
Pina | Recife

+55 81 3033 6060

 

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Marcio Almeida – Ver-De-Vir

 

Depois de nove anos sem expor na  Amparo 60, o artista plástico Márcio Almeida volta a ocupar a galeria com a exposição VER-DE-VIR – Caminhos de um bicho geográfico. Nela serão apresentadas 25 obras – nos mais variados suportes, desenhos, objetos, fotografias, performance e instalações – desenvolvidas pelo artista entre 2012 e 2014 e ainda inéditas na cidade.

Neste projeto, seu olhar e interesse concentram-se em temas do comportamento humano, ligados à noção de deslocamento, transitoriedade e pertencimento – naturais da própria condição humana. As obras sugerem ainda um debate sobre questões de geopolítica e de ocupação do espaço urbano. “Desde o início de minha carreira, no final dos anos 1980, esses temas percorrem meus trabalhos. Ainda como estudante de Zootecnia, interessei-me por Etologia (Estudo do comportamento Animal), em especial os estudos dos processos migratórios.  Hoje, o tema é muito explorado na arte contemporânea, devido ao crescimento no número de descolamentos, principalmente externos, entre países e continentes, ainda que o número de deslocamentos internos também ocorra em larga escala”, contextualiza.

Márcio Almeida iniciou a pesquisa Deslocamentos Compulsórios, em 2003, e, desde então, vem se acercando de situações nas quais os indivíduos são levados a deixarem os locais onde vivem por força de agente externos, sejam eventos climáticos, políticas habitacionais, asilos políticos, conflitos afetivos, entre outros. “Os trabalhos têm como ponto de partida a observação das pessoas em seu habitat, suas relações pessoais e com o próprio lugar, as estratégias usadas para adaptar-se ao novo lugar e marcas por elas deixadas nos lugares por onde passam”, detalha.

Das 25 obras que serão exibidas, a única já apresentada ao público é JET LAG (2014), criada pela Equipe S/A (Daniel Santiago e Márcio Almeida), exposta em Londres, este ano, porém com outra montagem. Todo essa produção mantém um diálogo forte com as últimas mostras realizadas pelo artista, tanto no Recife, em 2012, na mostra Contra Uso, no Santander Cultural, quanto na sua participação em O Abrigo e o Terreno, realizada no Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR, em 2013. Inclusive, a obra Where to?, que foi adquirida para compor o acervo dessa instituição.

SERVIÇO

Márcio Almeida – VER-DE-VIR – Caminhos de um bicho geográfico

Abertura 9 de junho de 2015, às 19h

Visitação de 10 de junho a 16 de julho de 2015.

Segunda a sexta, das 9 às 18h.

Sábados com agendamento prévio.

 

Galeria Amparo 60
Av. Domingos Ferreira, 92 A
Pina, Recife – PE

+55 81 3033 6060

Rico Lins, J. Borges e H.D. Mabuse – Marginais Heróis

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Marginais Heróis coloca o cartaz no centro da discussão

Exposição promove diálogo entre obras de Rico Lins, J. Borges e H.D. Mabuse

A Amparo 60 recebeu a partir do dia 5 de fevereiro a exposição “Marginais Heróis”, com obras de Rico Lins (curador do projeto), J. Borges e H.D. Mabuse. A peça gráfica cartaz está no centro dessa exibição que se propõe a instigar o diálogo sobre as possibilidades geradas pela interação de tecnologias e a refletir sobre a heroica resistência dessa peça feita para ser fugaz, mas que resiste seja nas ruas, nas memórias ou nas coleções. Na abertura haverá mesa de debates com os artistas. O projeto conta com recursos do Funcultura, produção executiva de Ticiano Arraes e coordenação de produção de Renata Gamelo.

A partir da frase “Seja marginal, seja herói”, verdadeiro lema de Hélio Oiticica, Rico Lins desenvolveu todo um pensamento sobre peças gráficas, técnicas empregadas, leituras e usos possíveis, com especial atenção ao cartaz. Pesquisador, criador e curador de mostras de cartazes há anos, Rico pretende, em parceria com o grande xilogravador J. Borges e o mestre nas tecnologias da informação, comunicação e da música Mabuse gerar uma mostra coletiva híbrida que marque a estética com que cada um deles trabalha e ao mesmo tempo provoque um diálogo fluente entre as linguagens, técnicas e tecnologias.

O lema de Oiticica motivou o experimento “Seja marginal seja herói”, que consiste em cartazes criados por Rico Lins com impressão em três camadas: a primeira, impressa digitalmente, a segunda em tipografia e a última em serigrafia. Esses cartazes vão integrar a exposição, que também se dá em camadas, com matrizes de J. Borges e uma instalação gerada a partir dos usos do aplicativo desenvolvido por H D Mabuse para a ocasião. O aplicativo é um convite ao usuário de smartphones para a composição digital dos próprios cartazes, que devem enviados via Instagram com a hashtag #marginaisherois para participar.

“Marginais Heróis” prevê, além do encontro criativo dos três artistas envolvidos, a realização de ações formativas: três workshops e um debate. O primeiro workshop aconteceu em dezembro no Memorial J. Borges, em Bezerros. Os próximos dois serão realizados no Recife, um no Edf. Pernambuco, no Espaço Fonte e Gráfica Aplicação, nos dias 31/01 e 01/02, e outro no C.E.S.A.R.- Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, parceiro do projeto. As informações sobre as inscrições serão publicadas na página  facebook.com/MarginaisHerois.

 

SERVIÇO

Marginais Heróis

Visitação

6 de fevereiro a 14 de março de 2015

Galeria Amparo 60

Av. Domingos Ferreira, 92 A

Boa Viagem, Recife – PE

Segunda a sexta, das 9 às 18h.

Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)

Fone: (81) 3033.6060

Mais informações: facebook.com/MarginaisHerois

Cristiano Lenhardt – Matéria Superordinária Abundante

 

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Cristiano Lenhardt na Galeria Amparo 60

O artista Cristiano Lenhardt expõe novamente na Galeria Amparo 60, a partir do próximo dia 5 de novembro. Sua última exposição, Planalto, aconteceu em junho de 2013. Agora, ele vai apresentar ao público a exposição Matéria Superordinária Abundante, composta por obras inéditas. Há um misto de técnicas: desenho, pintura, fotografia, vídeo, instalação e colagem, utilizando materiais diversos como adesivo perfurado, tela de alumínio, plástico, papelão, madeira.

 

Nas obras, nenhum dos encaixes é estanque. “Porque tudo só existe enquanto a força que sustenta é maior do que a força que puxa o contrário”, diz. Assim, os materiais e as formas se relacionam em Matéria Superordinária Abundante, que apresenta arranjos que se estabelecem por meio de configurações positivas geradas por uma atenção que desconfia da sentença final.

 

O artista conta que sempre observou o tipo de organização social dos índios no Brasil e sua cultura, tendo se aprofundado de uns anos para cá. Ele compartilha da ideia de alguns autores de que a vida indígena seria o que poderia mudar o rumo da sociedade no Brasil. “Falo de um ponto de vista em que acredito que essa terra é indígena e deveria ser respeitada como tal, só que não é assim e nem nunca foi”, pontua.

 

Os trabalhos apresentados em Matéria Superordinária Abundante são feitos sob o que restou ao artista de uma lógica indígena. Numa caminhada dispersa e atenta, ao mesmo tempo, ele observa os vestígios que seus vizinhos deixam de suas vidas trabalhadoras. “Junto materiais da rua e neles faço pequenas alterações e tento entendê-los em outro contexto, por outra perspectiva. Estou morando no centro do Recife, bem no meio do comércio, com serviços como marcenaria, e o lugar dos moradores de rua. O rejeito é matéria-prima que divido com catadores sob o legado de Rauschenberg, Oiticica, e das longas caminhadas indígenas para coleta”, explica.

 

SERVIÇO

Cristiano Lenhardt – Matéria Superordinária Abundante

Abertura 5 de novembro de 2014, às 19h

Visitação de 6 de novembro a 30 de dezembro de 2014.

Segunda a sexta, das 9 às 13h e das 14h às 18h.

Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)

Galeria Amparo 60

Av. Domingos Ferreira, 92 A

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

Bruno Vilela – Animattack

A mitologia de Bruno Vilela na Amparo 60 

A partir do próximo dia 24, a Amparo 60 vai receber a exposição Animattack, do artista Bruno Vilela. A mostra, que tem curadoria de Moacir dos Anjos e é a segunda do artista na galeria, é composta por 15 desenhos e 1 pintura, inéditos no Recife, realizados pelo artista entre 2012 e 2014. Na abertura, será lançado o livro homônimo, que traz o registro de estudos e obras da série, com um texto do curador.

Esses novos trabalhos se relacionam de várias maneiras com a produção anterior do artista, seja pela técnica, o uso do pastel seco (que fica na fronteira entre o desenho e a pintura) e do papel, pelos desdobramentos dos seus estudos de anatomia perceptíveis na presença da figura humana, ou mesmo nas referências místicas, orientais e nos estudos do inconsciente no campo da psicologia e psicanálise, desenvolvidos por Bruno Vilela.

O título da exposição, Animattack, é uma palavra criada da fusão de duas outras: Anima e Attack. O artista teve como fonte a definição do termo Anima, proposta por Carl Jung, que a percebe como uma espécie de Deusa, uma metáfora para esse espírito que representa o inconsciente masculino. Através desse olhar, se resgatam as figuras da Grande Mãe,  da Feiticeira, da Bruxa, da Santa, presentes em centenas de civilizações, há milênios, nas mais diversas religiões.

Essa entidade surge como guia, como um espírito que orienta o guerreiro na floresta, ou como uma bruxa assustadora, o símbolo da mulher amada e da mãe da infância perdida. “Sempre que aparece, envolta em fumaça, como espectro, sombra, traz muito medo, pavor, pânico ao homem, que logo foge dela. É o lado selvagem, feminino, místico da alma masculina. Por isso o attack, o pânico”, explica.

Segundo ele, pânico vem de PAN, figura mítica grega que surge no caminho do homem que tenta mudar, aprofundar, cruzar o vale secreto do inconsciente. “É preciso vencer PAN e a Anima funciona como guia, como Hermes, Exu e Mercúrio. É sacerdotisa, oráculo, o primeiro ancestral, o sentido da vida”, detalha.

Nessa exposição de desenhos, os tons de turquesa, a áurea mítica, a luz espiritual, remetem ao movimento dos Orientalistas que surgiu na pintura no século XVII, através de nomes como Delacroix, Ingres e Moreux. As cores dos filmes coloridos na técnica do Technicolor, como Narciso Negro (1947), O ladrão de Bagda (1940), entre outros, são ligações estéticas de interesse para quem quiser aprofundaro entendimento dessas obras.

 

Para Bruno Vilela, a ideia central para compreender seu trabalho é mitologia pessoal. “Temos medo do desconhecido. O que é recorrente no meu trabalho é a busca pelo desconhecido, pelo aprofundamento das questões do inconsciente, os estudos das mitologias antigas dos povos, perdidas e esquecidas. É o oposto do sombrio. Sombrio é a visão de dentro da caverna, da zona de conforto. Eu quero olhar “lá fora”, longe da sombra, do sombrio. A visão do “outro lado”, das profundezas do inconsciente, guiada pela mitologia pessoal é um universo sem fim”, finaliza.

 

SERVIÇO

Abertura 24 de setembro de 2014, às 19h

Visitação de 25 de setembro a 30 de outubro de 2014.

Segunda a sexta das 9 às 19h.

Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)

Galeria Amparo 60

Av. Domingos Ferreira, 92 A

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

RAMONN VIEITEZ – THERE WAS A BOY

 

A partir do próximo dia 7 de agosto, a Galeria Amparo 60 vai receber a exposição There was a boy, do jovem Ramonn Vieitez. A mostra, a primeira do artista na galeria, terá curadoria de Adriano Casanova. Serão 20 pinturas, produzidas entre 2011 e 2014, inéditas, a grande maioria em óleo sobre tela, que falam um pouco sobre o mistério da juventude, suas descobertas e sobre amor.

A ideia da exposição surgiu a partir da música Nature boy, de Nat King Cole, que esteve sempre presente no seu ateliê como estímulo corporal. “Eu acabei conhecendo Nature Boy por causa da versão instrumental que tem no filme The Talented Mr. Ripley e desde então ela tem sido uma referência. A música não é uma inspiração inicial, ela chegou para dar um ´gás´ na produção. A identificação com a letra do Eden Ahbez foi quase imediata. É uma canção que conta a história de um ´very strange enchanted boy´, algo que falo muito no meu trabalho”, descreve o artista.

O curador  Adriano Casanova achou que seria pertinente amarrar a mostra através da narrativa da canção e sugeriu batizá-la com a primeira frase da letra. Segundo ele, o trabalho de Ramonn gira em torno desse menino, sempre presente na sua pintura. “Isso foi o pontapé da exibição. Selecionamos os trabalhos não por data de produção, e sim por temáticas. Elementos que sempre estão presentes na pintura, retratos, natureza… Uma sequência não cronológica que transmita uma atmosfera onírica, algo de forte interesse para o artista”, explica.

Segundo Ramonn, as obras em exibição não devem ser vistas como uma série. Parte delas é o resultado de uma investigação desenvolvida desde 2011 e que ele segue dando continuidade. A outra é mais uma busca poética sobre temas recorrentes no seu trabalho, a criação de um personagem central que sai vivenciando diversas situações. “Os trabalhos não autobiográficos, mas trazem certas referências. Eu pego algumas situações da realidade e as transformo. Como eu faço isso de uma forma mais intensa, digamos assim, acaba se confundindo com o biográfico, mas não chega a ser”, pontua Ramonn.

O artista faz parte do casting da Galeria Amparo 60, desde 2013. Essa será sua segunda individual no Recife. A primeira, O império dos sonhos, esteve em cartaz entre os meses de junho e julho no Instituto de Arte Contemporânea da UFPE. Na mostra, Ramonn apresentou 14 obras, entre pinturas e serigrafias.

Ao longo de sua trajetória artística, ele tem se dedicado especialmente a suportes clássicos e bidimensionais, mesmo diante das múltiplas possibilidades que se apresentam hoje. “Usualmente, os artistas da nova geração não exploram a exaustão o domínio de uma determinada técnica, nem tratam em seus trabalhos de questões pessoais. Acredito que Ramonn segue no caminho inverso, buscando exatamente aprimorar sua técnica e mergulhar em questões pessoais, como um diário, uma narrativa que através das pinturas conta coisas de sua vida”, analisa o curador.

Por Mariana Oliveira

 

Valsas – Mostra comemorativa dos 15 anos da Amparo 60

 

> Valsas na Casa <

No espaço de uma casa nasceram uma coleção de arte popular, um escritório de arquitetura, uma loja de objetos, algumas pequenas fábricas de mobiliário e uma galeria de arte contemporânea, não necessariamente ao mesmo tempo, mas como decorrência natural um do outro e da intuição estética e social de suas anfitriãs. Passados os anos do começo dessa história, a condição híbrida do espaço da casa continua definindo sua identidade.

Texto e curadoria por Ana Maria Maia

. De 09 de junho de 2014 a 11 de julho de 2014 .

 

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

vendas@amparo60.com.br

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco

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