Daniel Santiago, Gil Vicente e Marcelo Silveira – Caleidoscópio

A partir do próximo dia 3 de agosto, Petrolina vai receber a exposição Caleidoscópio que reúne três artistas de diferentes gerações numa mostra conjunta. Daniel Santiago, representante da geração 1960, Gil Vicente, os anos 1970 e Marcelo Silveira, década de 1980. Apesar de terem despontado na cena artística em momentos distintos e trabalharem com uma poética também diferente, pode-se buscar pontos de convergência e diálogo entre eles. A mostra, que tem curadoria de Joana D´Arc Lima e patrocínio do Funcultura, será aberta às 19h, no Sesc Petrolina, onde fica em temporada até outubro, seguindo para Garanhuns, e, posteriormente, para o Recife.

Caleidoscópio – Daniel Santiago, Gil Vicente e Marcelo Silveira
Curadoria: Joana D’Arc Lima
Vernissage: 3 de agosto de 2017, às 19h
Visitação: 4 de agosto a 7 de outubro de 2017
Sesc Petrolina
Rua Pacífico da Luz, 618 – Centro
Petrolina/PE
Telefone: 3866 7454
Terça a sexta das 8h às 20h e nos sábados e domingos das 16h às 20h
Assessoria de Imprensa: Mariana Oliveira (81) 9.9469.4092

HIGHLIGHTS – julho 2017

Delson Uchôa

O artista agora tem a obra “Entre o Céu é a Terra” no acervo permanente do Instituto Inhotim, exposta na Galeria Mata.

Gilvan Barreto

O fotógrafo pernambucano foi um dos vencedores do Prêmio Brasil Fotografia. Gilvan Barreto foi escolhido como autor do melhor ensaio multimeio, com o vídeo “O Guarani”. Na obra o artista mostra um vinil coberto por tinta vermelha que se espalha a medida que é executado. A trilha é uma versão especial, produzido por Pupilo, da Nação Zumbi, da música “O Guarani” de Carlos Gomes.

José Patrício

Até o dia 24 de setembro o artista José Patrício ocupa os salões de exposição temporária do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) com a mostra Precisão e Acaso, com curadoria do carioca Felipe Scovino. A exposição reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos, além de outras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

Marcelo Silveira

O pernambucano expõe no Mosteiro Zen Morro da Vargem, Ibiraçu-ES, após residência artística de 15 dias no local. A mostra “Estação Con Versa” vai reunir elementos em madeira, linho, couro e papel estabelecendo um diálogo com o ambiente da Estação Cultural do mosteiro.

Paulo Bruscky

Paulo Bruscky, pioneiro da arte conceptual, vídeo arte e arte sonora a partir dos anos 1960, no Brasil, vai ser homenageado em agosto, no Festival Fuso – Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa 2017. Entre outros filmes, serão exibidos “Poema” (1979), “Via Crucis” (1979), “Xeroxfilme: LMNUWZ, fogo!” (1980), e “Aépta” (1982).

Na sua 9ª edição, o FUSO integra a programação do Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura 2017. Se o confronto entre obras históricas e a contemporaneidade na vídeo arte está na génese do FUSO, o passado e o presente será o mote para um diálogo abrangente e referencial, cruzando a Europa e as Américas. Assim, as sessões apresentarão propostas de curadores de destaque das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal.

VORAGEM

A nova exposição da Amparo 60, com curadoria do Eder Chiodetto, tem participação de 7 artistas do casting (Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, Isabela Stampanoni, José Paulo, Lourival Cuquinha e Paulo Bruscky) e 3 convidados (André Hauck, Ivan Grilo e Jonathas de Andrade), fica em exibição até o dia 2 de setembro.

 

José Patrício – Precisão e Acaso

Há 11 anos sem realizar uma individual em Pernambuco, o artista José Patrício vai ocupar os salões de exposição temporária do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a partir do dia 27 de julho. A exposição Precisão e Acaso tem curadoria do carioca Felipe Scovino e reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos – muitas já exibidas em feiras de arte, mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior, porém, na sua quase totalidade, inéditas no circuito artístico do Recife –, além de obras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

Nos últimos anos Patrício, vem utilizando materiais diversos, como botões, peças de quebra cabeças de plástico, dados, pregos, tachas, alfinetes, fios de eletricidade e de telefonia. São objetos simples, de pequeno valor (alguns fadados ao desaparecimento) garimpados por ele nos mais diferentes lugares, que, ressignificados em obras, terminam formando um painel rico sobre a cultura brasileira e seu dia a dia. “Trata-se da apropriação de elementos modulares encontrados na vida cotidiana. Me interessam na medida em que contribuem para compor as obras a partir da sua acumulação, deslocamento das suas funções originais e inserção no contexto da arte”, comenta o artista que completa: “O lúdico permeia toda a minha produção. Seja na escolha de materiais diretamente relacionados com os jogos, seja nas estratégias que utilizo para a criação artística”.

As suas obras realizadas nos últimos anos refletem o desenvolvimento de uma pesquisa que discute os conceitos de diferença e repetição, por meio de estruturas fixas passíveis de variação formal a partir das características dos elementos que as compõem e das inúmeras possibilidades de configuração. Scovino diz que a produção de Patrício pode ser categorizada como uma forma de pintura, que não é feita com tinta, mas com as mãos e a experiência performática e evocadora de uma sensibilidade muito própria.

Serviço:

Precisão e Acaso – José Patrício

Curadoria: Felipe Scovino

Vernissage: 27 de julho de 2017, às 19h

Visitação: 18 de julho a 24 de setembro de 2017

Museu do Estado de Pernambuco – MEPE

Endereço: Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife – PE, 52050-000

De terça a sexta, das 9h às 17h.

Sábados e domingos, das 14h às 17h

Telefone: (81) 3184-3174

 

EXPOSIÇÃO – Voragem

Nova exposição da galeria, com curadoria de Eder Chiodetto, discute o apagamento das pessoas que vivem à margem

A Galeria Amparo 60 recebe, a partir do próximo dia 22 de julho, a sua segunda exposição coletiva deste ano, intitulada Voragem, em sua nova casa no Edifício Califórnia. A mostra, que tem curadoria de Eder Chiodetto, reúne tanto artistas que fazem parte do casting (Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, José Paulo, Lourival Cuquinha, Paulo Bruscky e Isabella Stampanoni), como outros convidados especialmente para essa ocasião (André Hauck, Ivan Grilo, Jonathas de Andrade).
Chiodetto conta que já havia trabalhado em outras exposições cujos artistas participantes refletiam sobre a relação entre o poder institucionalizado e as pessoas mais desassistidas. Mas o atual momento vivido no Brasil foi o impulso para conceber Voragem para a Amparo 60. O nome da mostra remete aos redemoinhos que se formam nas águas, arrastando tudo para baixo, de forma truculenta. “O nome Voragem vem justamente desses ciclos de movimentos à direita, à esquerda, instantes de maior liberdade civil e tolerância racial, religiosa, comportamental e outros momentos de refluxos que levam parte dessas conquistas para trás sob a sombra do obscurantismo”, explica o curador.
O ponto de partida foi a obra Postcards from Brazil, de Gilvan Barreto, que ganhou recentemente o Prêmio Pierre Verger. A obra mapeia as belezas naturais que serviram de cenário para crimes da ditadura militar e toda a sua violência institucionalizada, a tortura e o desaparecimento de corpos. “Gilvan trabalha de modo contundente a forma dissimulada com a qual os brasileiros lidam com o passado, especialmente com os assassinatos cometidos durante o período da ditadura militar. A série propõe imagens muito bem articuladas, capazes de expor as feridas do mal estar histórico que continuamente voltam a cobrar uma tomada de posição, uma coerência, uma reflexão sem concessões”, diz Chiodetto.
Partindo da ideia de apagamento, ocultação e esquecimento, o curador foi em busca de artistas cujos trabalhos trouxessem esse debate social e político. Esses corpos que não importam, que são esquecidos e marginalizados, estão presentes na mostra, ainda que não apareçam diretamente. Os trabalhos reunidos apontam que, apesar deles não encontrarem legitimação social, de serem excluídos, eles não desaparecem.
“Ao ocultar os corpos o silêncio ficou ensurdecedor. O grupo de trabalhos é muito incômodo. Não se trata de uma exposição contemplativa, é um barril de pólvora com o pavio aceso e alguns coquetéis molotov à espreita. Falamos do ocaso da política, do diálogo, da mediação, da temperança”, reflete Chiodetto.

SERVIÇO
Voragem – Curadoria: Eder Chiodetto
Artistas: Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, José Paulo, Lourival Cuquinha, Paulo Bruscky e Isabella Stampanoni, André Hauck, Ivan Grilo, Jonathas de Andrade.
Abertura 22 de julho de 2017, a partir das 17h
Visita guiada pelo curador às 18:30
Visitação de 25 de julho a 3 de setembro de 2017.
Terça a sexta, das 10h às 19h.
Sábados das 11h às 17h.
Galeria Amparo 60 Califórnia
Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14
Boa Viagem, Recife – PE
+55 81 3033.6060

HIGHLIGHTS – junho 2017

Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca

A dupla está com o trabalho “Bye Bye Deutschland! Eine Lebensmelodie” (Bye Bye Germany! A Melody of Life) sendo exibido no Elephant Lounge até o dia 1 de outubro, participando do Skulptur Projekte Münster na Alemanha.

Anunciado no dia 16/6, Bárbara é finalista do Prêmio Pipa 2017, uma das quatro escolhidas entre os 56 indicados desta edição. Matéria completa no link abaixo:

<http://www.premiopipa.com/2017/06/conheca-os-4-finalistas-do-premio-pipa-2017/#.WURdzlzSsII.facebook>

Daniel Santiago

O artista está com a mostra “Daniel Santiago em dois tempos” em exibição no MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, com curadoria de Joana D’Arc Lima. Entre obras inéditas e obras já conhecidas pelo público pernambucano, a exposição celebra a trajetória do artista, atuante desde os anos 60, com visitação até o dia 13 de agosto.

Gilvan Barreto

O trabalho “Postcards from Brazil” é um dos 20 selecionados (entre 1.100 inscrições de 45 países) para o FIF, Festival Internacional de Fotografia, de Belo Horizonte.

HIGHLIGHTS – maio 2017

Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca

Aspirations (Aspirações) é a primeira exposição de museu dedicada aos filmes colaborativos desenvolvidos pela dupla. Os três filmes em exibição no Museu de Arte Contemporânea Detroit apresentam performances representativas da autenticidade das manifestações culturais brasileiras, expressões que vão da música a dança, e da prática espiritual a vida noturna. A mostra exibe os trabalhos “Faz Que Vai” (Set to Go, 2016), também em exibição na exposição Evoé na Amparo 60, “Estás Vendo Coisas” (You Are Seeing Things, 2017), e “Terremoto Santo” (Holy Tremor, 2017), até 20 de agosto no MOCAD (Museum of Contemporary Art Detroit).

Carlos Mélo

O artista tem a sua mostra individual “A Palavra Vista Por Dentro” em exibição no Sesc Juazeiro do Norte. A exposição é resultado de uma residência seguida de uma expedição iniciada em Santana do Cariri, município do Ceará, desde 2015, seguindo pelos estados da Paraíba e Pernambuco a fim de pesquisar a polissemia da palavra Cariri.

Gilvan Barreto

Com o trabalho Postcards from Brazil, um mapeamento das paisagens brasileiras marcadas por crimes da ditadura, o artista venceu o Prêmio Pierre Verger na categoria inovação e experimentação na fotografia. A edição 2017 recebeu número recorde de inscritos.

José Rufino

No dia 23 de maio o artista recebeu o Prêmio Mário Pedrosa, na categoria artista contemporâneo, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em cerimônia realizada no Teatro do SESC Vila Mariana.

Marcelo Silveira

Encerrou-se no dia 19 de maio a residência do artista em Belo Jardim, onde ocupou a antiga fábrica de mariola da cidade, transformando em ateliê e expaço expositivo durante dois meses. A convite do Instituto Conceição Moura, e com curadoria de Cristina Tejo e Kiki Mazzuchelli, Marcelo levou a cidade a união entre obras realizadas e inciativas pensadas especificamente para o município.

Márcio Almeida

O artista é um dos selecionados para a próxima Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul – BIENALSUR, prevista para ano que vem em Porto Alegre. O trabalho escolhido, intitulado “The Noble Experience”, consiste na produção de uma série de garrafas de aguardente artesanal produzida em penitenciárias e cadeias públicas do Recife.

Paulo Bruscky

O artista é um dos 4 brasileiros na Bienal de Veneza de 2017, onde apresentou sua performance/instalação “Arte se embala como se quer”, realizada no Pavilhão Internacional da Bienal, a performance “Poesia Viva”, duas vezes no Peggy Guggenheim, e “Poema Lingústico”. Em New York, Paulo Bruscky participou no dia 24 de maio do workshop xeroperformance no America’s Society.

Rodolfo Mesquita – A Forma Custa Caro

CEPE Editora apresenta:

Uma vida desenhada entre linhas, palavras e críticas necessárias.
Lançamento do Livro: Rodolfo Mesquita – A forma custa caro.

Convidamos a todos para o lançamento do livro: “Rodolfo Mesquita – A forma custa caro, organizado por João Lima. Em alto padrão gráfico, o livro faz uma coletânea de algumas artes de Rodolfo: uma obra de forte teor crítico sobre o comportamento humano, essencial à vida do artista. No dia do lançamento, em homenagem a Rodolfo, haverá também a inauguração de uma exposição de arte com suas obras. Imperdível.

Programação:

Lançamento do Livro e inauguração da exposição em homenagem ao artista.
Quarta-feira, 24 de maio, às 19h.
Local: MEPE (Museu do Estado de Pernambuco)
Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife
Fones: (81) 3184-3171 / (81) 3184- 3178

Exposição – Evoé

Na Mitologia Romana “Evoé” era o grito ou brado alegre de exaltação ou intensa alegria usado nos bacanais, para evocar e saudar Baco (ou Dionísio, na mitologia grega) Deus do vinho, da ebriedade e dos excessos. “Evoé” foi assimilado pelo carnaval, ainda hoje durante o reinado de Momo, é usado como saudação, sobretudo aqui na capital do frevo, tanto que ganhou forma de frevo-canção composto por Nelson Ferreira em 1931, sua maneira de homenagear esse espírito de alegria.

É tomado por esse espírito que a exposição coletiva “Evoé” se apresenta, especialmente pensada para comemorar o momento que a Galeria Amparo 60 avança algumas quadras para se fixar no Edifício Califórnia. Projetado por um dos mais importantes arquitetos e urbanistas brasileiros, Acácio Gil Borsoi, o Califórnia tem valor singular para a história e memória do modernismo na cidade do Recife. Foi um dos primeiros edifícios construídos na orla da praia, projetou uma nova relação de convivência entre as pessoas, a cidade e a paisagem.

Segundo Hans-Georg Gadamer o sentido de festa é de coletividade, celebração para todos. A experiência de festa, impede o isolamento de alguém, e esse espírito de coletividade e integração é o que faz dela uma expressão artística. Por isso a exposição que inaugura a nova fase da Galeria Amparo 60 convoca todos os 35 artistas que fazem parte do seu casting. Festa não tem seleção e isolamento, festa agrega. Suas obras foram escolhidas a partir desse espírito de celebração e da relação com a cidade do Recife, e contaminadas pelo modernismo singular de Borsoi, se acumulam nas paredes do Califórnia para apresentar um panorama da diversidade artística da Galeria. Para além de uma curadoria, a exposição “Evoé”é uma celebração, uma festa, um estado de espírito que agora ocupa a Amparo 60. EVOÉ AMPARO 60!

 

SERVIÇO

Exposição: Evoé

Curadoria: Douglas de Freitas

Abertura: 25 de março de 2017

Visitação: de 28 de março de 2017 a 27 de maio de 2017. Terça a sexta, das 10 às 19h e sábado das 11h às 17h.

Galeria Amparo 60

Rua Artur Muniz, nº 82, sobrelojas 13 e 14 do Edifício Califórnia (entrada pelo restaurante Alphaiate)

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

Exposição – Com Pacto de Marcelo Silveira

Marcelo Silveira e a arte de fazer pactos

Galeria Amparo 60 recebe a mostra Compacto, com mais de 30 obras do artista pernambucano, com curadoria de Joana D´Arc Lima

No próximo dia 17 de novembro, a galeria Amparo 60 abre seus salões para a exposição Compacto, do artista pernambucano Marcelo Silveira, com curadoria de Joana D´Arc Lima. Serão pouco mais de 30 obras – algumas mais recentes e outras mais antigas –, todas em dimensões mais reduzidas, mas que se sobressaem pela delicadeza, pelo detalhe, pelo pequeno, pelo menor, sem deixar de ser representativas da poética desenvolvida pelo artista ao longo dos seus mais de 30 anos de trajetória artística.

Para Silveira, que volta a ocupar o espaço da Amparo 60 pela segunda vez, essa mostra é um modo de tentar estabelecer conversas com instâncias do mundo da arte que, pelo menos em Pernambuco, aparentam estar muito afastadas. “Não sei, mas aqui temos galeristas que não frequentam outras galerias, artistas que não vão as mostras de outros artistas, museus e galerias de arte que não se articulam… Para a engrenagem funcionar, precisamos que todos conversem, entrem em contato, dialoguem. Trata-se de uma cadeia produtiva”, pontua o artista, ressaltando que essa ideia de estabelecer pactos é central na mostra.

Segundo a curadora, nos diversos encontros que tiveram para executar o recorte da mostra, ficou clara a necessidade de criar uma espécie de pacto entre as obras, colocando-as num contexto para que dialogassem. “Nossa ideia é que esses pactos que criamos sejam refeitos ao longo do tempo, reposicionando algumas obras, vamos gerar novas conversas, novos ruídos, nossa ideia é brincar com essa ressignificação”, diz Joana D´Arc.

O poeta Manoel de Barros, que comemoraria 100 anos neste mês de dezembro, foi inspirador no processo de seleção das peças. A dupla leu junto, discutiu, e colocou “o poeta” em contato com as obras. “Nos inspiramos na ideia de Manuel de Barros: ‘O cisco tem agora para mim uma importância de catedral’. (Retrato do artista quando coisa, Manoel de Barros, p. 23)”, destaca Joana.

Entre as obras, estarão peças bi e tridimensionais (objetos, livros de artista, múltiplos, vídeos, lambe), feitos nos mais diversos materiais, tendo a madeira, matéria-prima tão estimada pelo artista, um papel bastante especial. “Parte deles estava adormecida a espera de um momento certo para serem postos em diálogo”, diz a curadora. O foco nos objetos em menor escala se justifica através do conceito de compactibilidade. Para facilitar a circulação e o deslocamento é preciso compactar. “Fazer a portabilidade de uma coisa, estimulando seu trânsito, seu contato com os outros, é mais fácil quando ela é compacta”, diz Silveira.

A montagem da mostra conta com mesas que vão deixar o ateliê e a casa de Marcelo Silveira para serem postas nos salões da galeria, recebendo alguns dos objetos, passando a ser ressignificadas naquele novo ambiente. Para Silveira, a mesa é bastante simbólica, pois o momento das refeições foi durante anos um espaço de diálogo, de conversa, de troca. “Não se trata de um mero mobiliário expositivo, a mesa via estar ali dentro de um contexto”, afirma.

Os trabalhos em exposição trazem características marcantes do trabalho de Silveira, que utiliza, habitualmente, coisas e objetos esquecidos, técnicas e procedimentos obsoletos, na construção de sua poética, colocando diversas camadas de tempo em diálogo. “Essa exposição está vinculada a anterior, realizada por Marcelo, há dois anos, no Mamam, Especialista em coisas inúteis. Não dá para separar. É incrível o enorme cuidado que ele tem com o seu fazer, e também o seu rigor formal, algo invejável, algo que poucos artistas contemporâneos têm. São idas e vindas, avanços e voltas, que produzem elos entre essas mostras, entre tempos que se conversam”, detalha a curadora, que apesar de ter contato intenso com o artista há anos, nunca havia feito uma curadoria de uma mostra individual de Silveira, que nos últimos 15 anos se consolidou como um nome muito forte no cenário artístico nacional.

SERVIÇO

Exposição: Compacto, de Marcelo Silveira

Curadoria: Joana D´Arc

Abertura: 17 de novembro de 2016, às 19h

Visitação: de 18 de novembro de 2016 a 20 de janeiro de 2017. Segunda a sexta, das 9 às 13h e das 14h às 19h.

Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)

Galeria Amparo 60

Av. Domingos Ferreira, 92 A

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

Exposição – Projeto 3 Cidades

mala

O artista plástico pernambucano José Paulo teve um 2015 movimentado. A partir do projeto3 Cidades, realizado com incentivo do Funcultura e apoio do Sesc, ele realizou uma extensa pesquisa em três diferentes cidades do agreste e sertão pernambucano (Belo Jardim, Petrolina e Garanhuns), nas quais mesclava residência com deslocamento para compor novas obras, além de referências e reflexões para somar à sua extensa trajetória.

 

A proposta, que inicialmente parece simples – visitar três cidades distintas e produzir trabalhos resultantes dessa experiência para serem expostos nos espaços expositivos do Sesc nesses locais – culminou numa profunda imersão na vida do interior, levantando questões como urbanidade, pertencimento e reapropriação.

 

Do inquietante processo de criação, resultaram as obras O pinguim e o jardim de palmas e A praça (Belo Jardim); Sol estranho (Petrolina); e Saudade danada (Garanhuns), que, após expostos no seus respectivos locais de origem – que propositalmente abrangem uma vasta área do interior do Estado –, chegam agora ao Recife.

 

Como norte para a realização da pesquisa nas cidades, Zé Paulo se baseou na dinâmica utilizada em um trabalho anterior:Labirinto caruaruense. Realizado durante uma visita à “capital do Agreste” para a Bienal do Barro, ele mergulhou nas vivências e na urbanidade de Caruaru.

 

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

vendas@amparo60.com.br

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco