HIGHLIGHTS – DEZEMBRO 2017

Bruno Faria

O artista participa da exposição comemorativa de 60 anos do Museu de Arte da Pampulha que fica em cartaz até 4 de março. Bruno apresenta a obra “JK”, que faz parte do acervo do museu.

A nova edição da Revista Select contempla dois trabalhos do artista, ambos expostos no MAC Niterói, “Versão Oficial” e “Introdução à História da Arte Brasileira 1960/90. A exposição “Versão Oficial”, com curadoria de Pablo Léon de La Barra e Raphael Fonseca fica em exibição até 18 de fevereiro.

Francisco Baccaro

O fotógrafo exibiu os trabalhos da série “Rurais”, projeto em parceria com João Miguel Pinheiro, de 5 a 10 de dezembro em Paudalho, e de 12 a 16 de dezembro em Recife no Pátio do Carmo.

Isabela Stampanoni

A artista tem a mostra “Orquestra Fantasia – volume 1” em exibição no Museu Murillo La Greca até 14 de fevereiro. A exposição reúne parte da pesquisa dentro do seu arquivo de trabalhos inacabados e nunca exibidos. São processos paralisados, que sofreram ação do tempo, pequenas modificações e muita improvisação. As obras evocam o som, através de outras artistas citadas nas obras e convidam os curiosos a interagir com objetos e instrumentos sem nome específico, dispostos de forma a serem vistos e/ou tocados no ritmo que desejar. Um vídeo onde a artista percute nenhum instrumento buscando sons e ruídos integra o conjunto das obras.

Paulo Bruscky

O artista lançou o livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica” na Galeria Superfície, projeto realizado pela galeria em parceria com a editora WMF Martins Fontes. A publicação conta com organização de Gustavo Nóbrega, textos históricos escritos por Frederico Morais, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Neide Sá, Frederico Marcos, Anchieta Fernandes e um ensaio do curador e pesquisador Antonio Sergio Bessa. Na ocasião, Paulo Bruscky apresentaou uma performance em comemoração aos 50 anos do movimento. O lançamento contou também com a exibição do filme “Apocalipopótese (Guerra e Paz)”, de 1968, do poeta e documentarista Raymundo Amado, que registrou uma das primeiras exposições do Poema/Processo, no evento proposto pelo crítico Frederico Morais no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

Bruscky também estampa a capa da edição 37 da seLecT, com a obra “O olhar dos críticos de arte” de 1978. Abaixo link com o perfil de Paulo Bruscky publicado na revista em matéria assinada por Márion Strecker.

https://www.select.art.br/paulo-bruscky-o-artista-que-escreve/

Rodrigo Braga

Rodrigo integra a coletiva “Vestidos em Arte – Os Nus nos Acervos Públicos de Curitiba” com a fotografia “Comunhão II, 2016”, em exibição até 25 de março no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba.

 

VANDERLEI LOPES – ESPELHO

OLHAR ATRAVÉS DOS ESPELHOS

Os trabalhos de Vanderlei Lopes desconcertam olhares acostumados a somente confirmar certezas. Em aproximação ligeira, é possível classificá-los como esculturas cujos significados não cabem nelas mesmas, emergindo, ao contrário, do contato de cada uma com as demais e de todas com seu entorno. Objetos construídos que ocupam o ambiente partilhado com os observadores e que de algum modo mudam a natureza daquele – tornando-o mais do que um espaço de abrigo neutro para as peças ali dispostas – e afetam estes outros – convidando-os a construir, por si mesmos, os possíveis sentidos que os trabalhos embutem. Há nesses objetos, contudo, uma sugestão narrativa que, mesmo se com frequência fragmentada ou interrompida, lhes confere uma característica mais própria de um texto ou de um filme. Ou ainda de uma pintura. Fora do alcance de definições precisas, os trabalhos reunidos nesta exposição desafiam maneiras acomodadas de enxergar o que se passa em revista o tempo inteiro, oferecendo a possibilidade de se elaborar um pensamento que articule imagens, sensações e ideias de modo novo.

Talvez o primeiro aspecto que chame a atenção de quem se depara com os trabalhos de Vanderlei Lopes na exposição Espelho seja a familiaridade das formas apresentadas como objetos construídos: tecidos pendurados na parede, folhas amassadas de um caderno, mãos que protegem a chama de uma vela, um par de sapatos posto sobre o piso, entre outras marcas ou cenas de um cotidiano ordinário. Esse reconhecimento inicial é logo sabotado, porém, pela percepção de que tais formas, tão conhecidas quanto díspares, são quase todas fundidas em bronze, depois polido ou pintado. Por meio desse embate ou confusão entre forma e matéria, o artista provoca um descompasso entre o que se recorda e o que se olha, entre a memória das coisas comuns e sua reapresentação como objetos inventados. Abre um intervalo entre o que já se sabia e algo que está ainda para ser ponderado, instaurando uma brecha cognitiva que pode – e essa é uma aposta sem ganho assegurado – fazer ver algo no que antes se enxergava pouco ou nada.

É através dessa fissura nas convenções do olhar que pedaços de histórias inscritas nas peças podem, talvez, ser contados, impactando de maneiras diversas em cada pessoa que se aproxime delas. Histórias que, a depender de lembranças individuais, podem remeter à vida da cidade ou do país onde se vive e também ao campo da intimidade. Um tecido cujos vincos e marcas de dobras não podem ser desfeitos pode sugerir imobilidade mas também

firmeza, assim como sapatos cujo interiores são acesos por brilho alaranjado intenso podem parecer a alguns a representação do prosaico e em outros ativar memórias da ordem do sublime. Tal como a chama de uma vela feita de bronze reluzente confunde a força de geração autônoma de luz com algo que somente reflete aquilo que lhe incide de outra fonte. Em todos esses casos, e em outros a serem descobertos por cada um que se aproxime dos trabalhos de modo interessado, põe-se em marcha um jogo especular entre os objetos expostos e expectativas de apreendê-los de modo inteiro. Expectativas que usualmente são, entretanto, frustradas.

Se a frustração é comumente tida como índice de fracasso de um intento ou da irrealização de algo desejado, na obra de Vanderlei Lopes ela é sintoma da impossibilidade humana de abarcar, no âmbito do sensível, a complexidade do que é vivido. A matéria dura e por vezes ofuscante de seus objetos os torna ao mesmo tempo mais concretos e mais etéreos, mais próximos e mais distantes de um real inapreensível, mas que ainda assim precisa ser representado. Se não por nada, para tentar-se compreender o lugar que se habita – seja para mudá-lo ou mesmo para mantê-lo inalterado. Sua poética é da ordem, portanto, da impossibilidade de criar equivalências sensíveis do real. Ou da exaustiva tentativa de refazer as coisas comuns do mundo de maneira distinta da habitual, ativando assim o conhecimento mudo que todas elas segredam. Tentativa de refazê-las despidas das imperfeições e fragilidades dos seus referentes ordinários somente para oferecê-las, de modo sedutor e ambíguo, como imagens invertidas de um mundo em desmanche – espelho ao mesmo tempo reluzente e opaco. São trabalhos que resistem à redução discursiva mas que ainda assim a provocam; que encantam e enganam, contando algo que logo sonegam. Trabalhos que, por isso, esboçam pedagogia crítica para olhar outra vez o mundo, na qual se desaprende o que era acordado e se refazem ligações entre forma, matéria e significado. Pedagogia própria para um tempo em suspensão que requer de todos imaginação criativa. Que requer a disposição de olhar através de espelhos, em busca menos de confirmações do que de incertezas.

Moacir dos Anjos

Vanderlei Lopes

ORQUESTRA FANTASIA VOLUME 1 – ISABELA STAMPANONI

Isabela Stampanoni apresenta, a partir do dia 14 de dezembro no Museu Murillo La Greca, Orquestra Fantasia – volume 1, mostra que reúne parte da pesquisa dentro do seu arquivo de trabalhos inacabados e nunca exibidos. São processos paralisados, que sofreram ação do tempo, pequenas modificações e muita improvisação. As obras evocam o som, através de outras artistas citadas nas obras e convidam os curiosos a interagir com objetos e instrumentos sem nome específico, dispostos de forma a serem vistos e/ou tocados no ritmo que desejar. Um vídeo onde a artista percute nenhum instrumento buscando sons e ruídos integra o conjunto das obras.  A exposição é resultado da bolsa de incentivo à produção contemplada no Edital de Artes Visuais da Prefeitura do Recife 2014/2015.

Serviço

Museu Murillo La Greca

Abertura : 14 de dezembro de 2017  às 18h

Visitação:  de 15 de dezembro 2017  a 14 de fevereiro 2018

De terça a sexta das 9h às 17h e sábado e domingo das 13h às 17h

Entrada gratuita

HIGHLIGHTS – NOVEMBRO 2017

Alex Flemming

No dia 23 de novembro Alex Flemming inaugurou sua exposição “Gramática do Instante e do Infinito”, em parceria com o artista José Eduardo Agualusa, na Galeria Le Consulat em Lisboa. A mostra, que reúne fotos do instagram do artista, fica em exibição até 20 de janeiro.

Bárbara Wagner

No dia 18 de novembro Bárbara Wagner foi anunciada como ganhadora do Prêmio Pipa 2017 – o mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais – escolhida pelo júri da competição.

Bruno Faria, Francisco Baccaro, Márcio Almeida e Paulo Bruscky

Os artistas participaram do Festival Arte na Usina, de 17 a 25 de novembro na Usina Santa Terezinha em Água Preta – PE, que contou com uma rica programação de exposições, oficinas, palestras, entre outras atividades.

Carlos Mélo

O artista está com a mostra “A Palavra Vista por Dentro” em exibição no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza. Os trabalhos expostos são frutos de uma residência seguida de expedição aos estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará, a fim de pesquisar a polissemia da palavra Cariri. O artista realizou coletas de gestos, imagens e documentos de linguagem indígena do sertão do Nordeste brasileiro que foi silenciada em meados ddo século XX, sobre a tribo que era dividida de acordo com o seu dialeto, e sobre o lugar da presença dos Cariris nas divisas entre os estados. Com os trabalhos desta mostra, Carlos busca responder quais eram as manifestações dos Cariris na paisagem, nas coisas e na identidade de um povo. Quais as grades semânticas, as camadas do tempo e a conformação física do processo, no corpo, e na memória de um povo silenciado.

Francisco Baccaro

O fotógrafo exibiu os trabalhos da série “Rurais” parceria com João Miguel Pinheiro no Festival Arte na Usina, que ocorreu entre os dias 17 e 25 de novembro na Usina Santa Terezinha em Água Preta-PE. A série, que está em itinerância, está sendo exibida no Marco Zero de Caruaru até o dia 3 de dezembro, e será exposta em Paudalho (de 5 a 10 de dezembro) e posteriormente no Pátio do Carmo em Recife (de 12 a 16 de dezembro). Haverá distribuição de catálogos da exposição nos locais de exibição.

Lourival Cuquinha e Rodrigo Braga

Lourival Cuquinha e Rodrigo Braga fazem parte do time de 39 artistas do Brasil e Indonésia que participam da Biennale Jogja XIV Equator #4 que acontece até o dia 10 de dezembro no Jodja National Museum, Yogyakarta.

Paulo Meira

No dia 9 de novembro o artista inaugurou a exposição “Épico Culinário”,  na sala de vídeo do MASC (Museu de Arte de Santa Catarina), com exibição dos curtas:
O Marco Amador – sessão Las Outras, 28’, 2004 ; O Marco Amador – sessão Cursos, 23’, 2006; O Marco Amador – sessão 15 Minutos no Jardim de Alice, 16’, 2009; Épico Culinário – 24’, 2013.

Vanderlei Lopes

No dia 11 de novembro o artista inaugurou a instalação inédita “Domo” na Capela do Morumbi em São Paulo., em exibição até 15 de abril de 2018.

Vanderlei Lopes também inaugurou a sua primeira individual no Nordeste, Espelho, na Amparo 60. A mostra reúne 14 trabalhos realizados com guache, fogo, lápis de cor, e associados ao bronze, e fica em exibição até 20 de janeiro de 2018.

 

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

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Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
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