HIGHLIGHTS – julho 2017

Delson Uchôa

O artista agora tem a obra “Entre o Céu é a Terra” no acervo permanente do Instituto Inhotim, exposta na Galeria Mata.

Gilvan Barreto

O fotógrafo pernambucano foi um dos vencedores do Prêmio Brasil Fotografia. Gilvan Barreto foi escolhido como autor do melhor ensaio multimeio, com o vídeo “O Guarani”. Na obra o artista mostra um vinil coberto por tinta vermelha que se espalha a medida que é executado. A trilha é uma versão especial, produzido por Pupilo, da Nação Zumbi, da música “O Guarani” de Carlos Gomes.

José Patrício

Até o dia 24 de setembro o artista José Patrício ocupa os salões de exposição temporária do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) com a mostra Precisão e Acaso, com curadoria do carioca Felipe Scovino. A exposição reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos, além de outras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

Marcelo Silveira

O pernambucano expõe no Mosteiro Zen Morro da Vargem, Ibiraçu-ES, após residência artística de 15 dias no local. A mostra “Estação Con Versa” vai reunir elementos em madeira, linho, couro e papel estabelecendo um diálogo com o ambiente da Estação Cultural do mosteiro.

Paulo Bruscky

Paulo Bruscky, pioneiro da arte conceptual, vídeo arte e arte sonora a partir dos anos 1960, no Brasil, vai ser homenageado em agosto, no Festival Fuso – Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa 2017. Entre outros filmes, serão exibidos “Poema” (1979), “Via Crucis” (1979), “Xeroxfilme: LMNUWZ, fogo!” (1980), e “Aépta” (1982).

Na sua 9ª edição, o FUSO integra a programação do Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura 2017. Se o confronto entre obras históricas e a contemporaneidade na vídeo arte está na génese do FUSO, o passado e o presente será o mote para um diálogo abrangente e referencial, cruzando a Europa e as Américas. Assim, as sessões apresentarão propostas de curadores de destaque das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal.

VORAGEM

A nova exposição da Amparo 60, com curadoria do Eder Chiodetto, tem participação de 7 artistas do casting (Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, Isabela Stampanoni, José Paulo, Lourival Cuquinha e Paulo Bruscky) e 3 convidados (André Hauck, Ivan Grilo e Jonathas de Andrade), fica em exibição até o dia 2 de setembro.

 

José Patrício – Precisão e Acaso

Há 11 anos sem realizar uma individual em Pernambuco, o artista José Patrício vai ocupar os salões de exposição temporária do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a partir do dia 27 de julho. A exposição Precisão e Acaso tem curadoria do carioca Felipe Scovino e reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos – muitas já exibidas em feiras de arte, mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior, porém, na sua quase totalidade, inéditas no circuito artístico do Recife –, além de obras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

Nos últimos anos Patrício, vem utilizando materiais diversos, como botões, peças de quebra cabeças de plástico, dados, pregos, tachas, alfinetes, fios de eletricidade e de telefonia. São objetos simples, de pequeno valor (alguns fadados ao desaparecimento) garimpados por ele nos mais diferentes lugares, que, ressignificados em obras, terminam formando um painel rico sobre a cultura brasileira e seu dia a dia. “Trata-se da apropriação de elementos modulares encontrados na vida cotidiana. Me interessam na medida em que contribuem para compor as obras a partir da sua acumulação, deslocamento das suas funções originais e inserção no contexto da arte”, comenta o artista que completa: “O lúdico permeia toda a minha produção. Seja na escolha de materiais diretamente relacionados com os jogos, seja nas estratégias que utilizo para a criação artística”.

As suas obras realizadas nos últimos anos refletem o desenvolvimento de uma pesquisa que discute os conceitos de diferença e repetição, por meio de estruturas fixas passíveis de variação formal a partir das características dos elementos que as compõem e das inúmeras possibilidades de configuração. Scovino diz que a produção de Patrício pode ser categorizada como uma forma de pintura, que não é feita com tinta, mas com as mãos e a experiência performática e evocadora de uma sensibilidade muito própria.

Serviço:

Precisão e Acaso – José Patrício

Curadoria: Felipe Scovino

Vernissage: 27 de julho de 2017, às 19h

Visitação: 18 de julho a 24 de setembro de 2017

Museu do Estado de Pernambuco – MEPE

Endereço: Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife – PE, 52050-000

De terça a sexta, das 9h às 17h.

Sábados e domingos, das 14h às 17h

Telefone: (81) 3184-3174

 

EXPOSIÇÃO – Voragem

Nova exposição da galeria, com curadoria de Eder Chiodetto, discute o apagamento das pessoas que vivem à margem

A Galeria Amparo 60 recebe, a partir do próximo dia 22 de julho, a sua segunda exposição coletiva deste ano, intitulada Voragem, em sua nova casa no Edifício Califórnia. A mostra, que tem curadoria de Eder Chiodetto, reúne tanto artistas que fazem parte do casting (Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, José Paulo, Lourival Cuquinha, Paulo Bruscky e Isabella Stampanoni), como outros convidados especialmente para essa ocasião (André Hauck, Ivan Grilo, Jonathas de Andrade).
Chiodetto conta que já havia trabalhado em outras exposições cujos artistas participantes refletiam sobre a relação entre o poder institucionalizado e as pessoas mais desassistidas. Mas o atual momento vivido no Brasil foi o impulso para conceber Voragem para a Amparo 60. O nome da mostra remete aos redemoinhos que se formam nas águas, arrastando tudo para baixo, de forma truculenta. “O nome Voragem vem justamente desses ciclos de movimentos à direita, à esquerda, instantes de maior liberdade civil e tolerância racial, religiosa, comportamental e outros momentos de refluxos que levam parte dessas conquistas para trás sob a sombra do obscurantismo”, explica o curador.
O ponto de partida foi a obra Postcards from Brazil, de Gilvan Barreto, que ganhou recentemente o Prêmio Pierre Verger. A obra mapeia as belezas naturais que serviram de cenário para crimes da ditadura militar e toda a sua violência institucionalizada, a tortura e o desaparecimento de corpos. “Gilvan trabalha de modo contundente a forma dissimulada com a qual os brasileiros lidam com o passado, especialmente com os assassinatos cometidos durante o período da ditadura militar. A série propõe imagens muito bem articuladas, capazes de expor as feridas do mal estar histórico que continuamente voltam a cobrar uma tomada de posição, uma coerência, uma reflexão sem concessões”, diz Chiodetto.
Partindo da ideia de apagamento, ocultação e esquecimento, o curador foi em busca de artistas cujos trabalhos trouxessem esse debate social e político. Esses corpos que não importam, que são esquecidos e marginalizados, estão presentes na mostra, ainda que não apareçam diretamente. Os trabalhos reunidos apontam que, apesar deles não encontrarem legitimação social, de serem excluídos, eles não desaparecem.
“Ao ocultar os corpos o silêncio ficou ensurdecedor. O grupo de trabalhos é muito incômodo. Não se trata de uma exposição contemplativa, é um barril de pólvora com o pavio aceso e alguns coquetéis molotov à espreita. Falamos do ocaso da política, do diálogo, da mediação, da temperança”, reflete Chiodetto.

SERVIÇO
Voragem – Curadoria: Eder Chiodetto
Artistas: Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Gilvan Barreto, José Paulo, Lourival Cuquinha, Paulo Bruscky e Isabella Stampanoni, André Hauck, Ivan Grilo, Jonathas de Andrade.
Abertura 22 de julho de 2017, a partir das 17h
Visita guiada pelo curador às 18:30
Visitação de 25 de julho a 3 de setembro de 2017.
Terça a sexta, das 10h às 19h.
Sábados das 11h às 17h.
Galeria Amparo 60 Califórnia
Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14
Boa Viagem, Recife – PE
+55 81 3033.6060

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

vendas@amparo60.com.br

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco