Exposição “Para Nunca Mais Me Esquecer” de José Paulo entre as melhores exposições do Rio de Janeiro.

A Veja Rio, ou vejinha, que acompanha o exemplar semanal da revista em terras fluminenses, trouxe na última semana o ranking com as melhores exposições em cartaz na cidade.

Entre as 10 está a exposição “Para Nunca Mais Me Esquecer” de José Paulo, artista Pernambucano que explora questões como memória, rotulação e permanência. A exposição que conta com a Curadoria de Marcelo  Campos fica até o dia 5 de Agosto de terça a domingo no Paço Imperial, na Praça XV centro do Rio de Janeiro.

Além da mostra individual está no ranking também a exposição “Espelho Refletido” que conta com a participação de José Paulo, José Rufino e Rodrigo Braga, integrantes do casting da Amparo 60, esta segue em exposição até o dia 29 de julho no Centro Cultural Hélio Oticica, Rua Luís de Camões, 68 centro do Rio, de terça a sexta.

vejinha

Rodrigo Braga entre os 4 finalistas do Prêmio PIPA

Na última semana tivemos a ótima notícia de que Rodrigo Braga, foi selecionado entre muitos artistas para disputar com outros 3 finalistas o prêmio PIPA.

O prêmio que surgiu da parceria entre o Investidor Profissional Gestão de Recursos e o MAM – RJ começou pretensioso, a  intenção foi criar o prêmio mais importante das artes visuais no Brasil. O objetivo do prêmio é consagrar artistas que vem se destacando por seus trabalhos e a premiação funciona assim:

Vencedor do PIPA = R$100.000 (parte deste valor é utilizado para financiar uma residência artística internacional)
Vencedor do Voto Popular = R$ 20.000
Vencedores do PIPA Online = R$ 10.000 para o 1º lugar; R$ 5.000 para o 2º lugar

Antes da premiação os 4 finalistas serão contemplados com uma exposição no MAM-RJ entre os meses de outubro e dezembro de 2012.

Esperamos a visita de todos à exposição e contamos com vocês para que Rodrigo saia vencedor também do voto popular.

Abaixo segue o vídeo de Luiz Camilo Osório anunciando os finalistas:

 

 

 

 

 

 

Últimos Dias da Exposição Individual de Rodolfo Mesquita

Não percam os últimos dias de exposição de Rodolfo Mesquita na Amparo 60 Galeria de Arte!

O artista que não expõe no Recife desde 2008 traz obras inéditas, levando para o espaço expositivo uma retrospectiva consistente de sua carreira. Rodolfo utiliza como principal linguagem o desenho, na mostra estão obras da produção recente, e em contraponto há uma série do ano de 1968 revelando as nuances de sua produção ao longo doa anos.

A exposição estará aberta até o dia 9 de junho e o horário de visitação é: SEG-SEX das 9h às 18h e SÁB das 9h às 13h.

Individual Rodolfo Mesquita

Certa inabilidade, e as invenções que dela decorrem, atravessam a obra de Rodolfo Mesquita. Qualquer coisa que se pareça com o voluntarismo atribuído ao “estilo” – com suas escolhas repletas de singularidade autoral – é, em verdade, invenção compulsória: o artista não sabe fazer de outro modo e está, assim, obrigado a ser como nos aparece. Nesse sentido, quando Rodolfo afirma sua inabilidade formal e seu não virtuosismo técnico, devemos entender que não se trata de uma”dificuldade em afirmar-se” como artista, mas, antes, de uma incomum disposição em enfrentar a difícil afirmação de uma subjetividade compulsoriamente alienada: nós não sabemos o que fazemos. Assim, uma visão política da história, da economia e do sujeito se presentifica em seu modo de entender e fazer arte: “Nós não somos mestres do que produzimos. O que produzimos se impôs a nós. Alguém que parte do nada, que tem consciência de que a verdadeira intuição artística deve sair do nada. (…) Desenhar só o que não sei. Rude prova de existência como quem diz ‘foi sem saber’”.

 

O que, na obra de Rodolfo Mesquita, poderia parecer um vago marxismo, recoloca-se, portanto, em precisa crítica política. O projeto doutrinário e voluntarista de quase todo o pensamento revolucionário de esquerda é secamente posto em perspectiva por uma obra que, cada vez mais, nada pretende afirmar. O artista responde à frustração generalizada diante “falência” da utopia socialista com um cotidiano trabalho de esvaziamento – ou, tomando de empréstimo um termo deleuziano, de esgotamento – do próprio pensamento utópico. Assim, se até meados dos anos 1990 o trabalho de Mesquita estava às voltas com um esforço de engajamento social, aos poucos a energia é tranposta para outro foco. O desaparecimento dos textos que ofereciam chaves de leitura de caráter habitualmente crítico e social; a paulatina ênfase sobre situações eminentemente corriqueiras (e, portanto, menos narrativas e/ou épicas); o surgimento de personagens menos socialmente demarcados (tantas vezes lidos como “idiotas” mas, fundamentalmente, equivalendo a “qualquer um”); o crescente protagonismo do fundo diante da figura e, com isso, a complexificação da espacialidade na obra do artista, são aspectos que evidenciam essa transformação. De modo geral, o artista esgota seus personagens e narrativas que, assim, diariamente mais socialmente desgarrados, tornam-se cada dia mais políticos.

 

Liberados de “ser alguém” (dessubjetivados, portanto) e habitantes de um espaço não ortodoxo –  ao passo que igualmente não demarcável –, seus personagens performam uma existência que, indisposta com meios e fins, com funções sociais ou vontades narcisísticas, tende a ser pura intensidade: gestos repetidos e sem sentido, olhares destituídos de ponto de fuga, caminhadas para lugar algum, quedas e saltos no vazio, verbalizações mudas – inutilidades que conferem caráter político à inabilidade. Igualmente inaptos, portanto, o artista e sua obra paulatinamente esgotam suas próprias possibilidades e, girando em torno de si mesmos, fundam uma experiência de imanência, de uma continuidade que só se faz porque é, por si, persistente.

 

Compreendendo que “sentir é não ter sensações, assim como pensar é não ter ideias”, a obra de Rodolfo Mesquita tem esgotado os substantivos e adjetivos de outrora para lançar-se a um vazio que, estando evidente na espacialidade em queda de suas obras recentes, está também próximo a Lygia Clark, para quem o “vazio-pleno contém todas as potencialidades. É o ato que lhe dá sentido”[1]. Para o artista, cujos personagens e espaços parecem ter esgotado todas as possibilidades, continuar inventando perdeu seu caráter de escolha e tornou-se ativamente compulsório: “Está em ação, processo em movimento, o verbo é dominante: você está fazendo”.

 

Texto de Clarissa Diniz

 



[1]           Lygia Clark no texto Do Ato (1965). Disponível em http://www.lygiaclark.org.br/arquivo_detPT.asp?idarquivo=18.

Terça a sexta: 10 às 19h
Sábado: 11 às 17h

+55 81 3033.6060

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Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
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